ARTIGIANI DEL FUTURO: FORMAS SIMPLES

Amamos trazer histórias de pessoas que ao longo da vida vão encontrando seu espaço e descobrindo o que realmente gostam de fazer, de forma autêntica.


Hoje trazemos um pouco sobre a Formas Simples, uma marca de bolsas minimalistas e atemporais. A Formas Simples é o trabalho da Clarice. Ela quem desenha, cria e produz todas as bolsas usando suas mãos, criatividade e uma máquina de costura. Veja a trajetória inspiradora que a própria Clarice nos conta. :)



"A cultura do fazer está na minha família, apesar de ninguém ter seguido isso como profissão. Minha mãe costura, minha vó costurava.

Meu pai mexe com marcenaria e um milhão de outras coisas e o pai dele também era assim." Clarice Fonseca.


Clarice e sua mãe.


História Sempre fui de fazer as coisas com as mãos, sempre que vejo alguma coisa que quero, penso primeiro se consigo fazer e só compro se não conseguir. A cultura do fazer está na minha família, apesar de ninguém ter seguido isso como profissão. Minha mãe costura, minha vó costurava. Meu pai mexe com marcenaria e um milhão de outras coisas e o pai dele também era assim. Então, eu acho que eu demorei até tempo demais em descobrir que isso é o que eu gosto de fazer. Sempre gostei de bolsas e sapato. Não ligo muito pra roupa, mas bolsa e sapato sempre adorei. E foi uma série de coincidências, eu vi alguns DIY de couro num blog, e meus pais tinham se mudado pra SP. Um dia fomos passear no Brás e vi várias lojas vendendo retalhos de couro. Aí já era, fiz uma bolsa, fiz outra, as amigas gostaram e comecei a vender de pouquinho. A Formas Simples já existe há bastante tempo, mas eu só comecei a levar a sério mesmo esse ano. Ano passado entrei numa crise existencial e descobri que a única coisa que eu não queria deixar de fazer eram as bolsas e foi aí que passei a levar a sério. E apesar da pandemia ter trazido muitas coisas ruins, esse ano foi muito importante pra mim, me trouxe muita clareza e propósito. O propósito da marca é criar objetos únicos que descompliquem a rotina das mulheres e faça isso de uma maneira charmosa. Esses objetos atualmente são bolsas, mas o futuro pode trazer outras possibilidades. Eu me identifiquei também com o artesanal, com o fazer. Antes eu pensava em crescer a marca com costureiras, mas agora eu não vejo assim. Quero me concentrar no ato de fazer as bolsas, no couro. E sobre empreender, antes de começar a fazer bolsas, eu já tinha me aventurado no empreendedorismo com mais dois sócios, construindo casas em Maricá. E isso abriu meus olhos, pois empreender, pra mim, é o meio de criar o emprego que eu quero ter.

Processo Produtivo Como a marca sou eu e eu sou a marca, participo ativamente de todo o processo produtivo. Eu desenho, corto e costuro as bolsas, sou administradora e cuido das redes sociais. E a parte que eu mais gosto, é claro que é fazer as bolsas, principalmente criar um modelo novo, ir testando formas, materiais e a funcionalidade. Quando começamos a fazer algo que nunca fizemos, tem sempre uma lacuna entre o que a gente idealiza (a ideia que está perfeita na nossa cabeça) e o que nós conseguimos fazer com habilidade de iniciante (o produto final sempre imperfeito). E estou o tempo todo tentando fechar essa lacuna. E tem duas coisas que eu gosto muito nesse processo, a simplificação da ideia pra ela caber dentro das minhas limitações e o desenvolvimento técnico pra conseguir dar forma ao produto final. É um processo de enxugamento da ideia e de expansão das habilidades pra que elas se encontrem num produto em comum. Eu amo esse processo! E o curso da Mastri tem sido uma ferramenta sem igual nessa prática de ampliar as minhas habilidades.

Inspiração: arte, design, arquitetura.

Como o nome já diz, os produtos são de formas simples, funcionais e duradouros e me inspiro nas formas geométricas, sempre tentando simplificar o que eu vejo. Acho que isso vem muito da minha formação como arquiteta, em decompor as formas e volumes ao essencial, e a impaciência com adornos desnecessários. Geralmente as bolsas surgem de detalhes, eu vejo um detalhe de uma costura, uma dobra, algo que que me chama atenção e crio a bolsa pra ter aquele detalhe. Isso sempre foi assim, desde a faculdade de arquitetura, meus projetos sempre começavam de um detalhe espacial e a partir daí, eu ia desenvolvendo o todo. E me inspiro também em colares, acho a forma de colares e bolsas muito parecida. E apesar de adorar bolsas, quase não uso colares.

Potencial Uma potencialidade da marca é ter uma estética bem definida, isso ajuda as pessoas a se identificarem com ela e dá um norte muito bem definido para o desenvolvimento dos novos produtos. Sobre fraqueza, acredito que seja a fraqueza de todas as marcas e empresas que são de uma pessoa só, ou seja, a total dependência em uma única pessoa. Minhas fraquezas acabam sendo a fraqueza da marca.

Por exemplo, tenho dificuldade de me comunicar nas redes sociais e isso é transmitido totalmente na comunicação da marca. Então, o processo de desenvolvimento da marca está muito ligado ao meu próprio desenvolvimento.

Dicas da Clarice Comece pequeno, e teste sua ideia da menor escala possível pra ver se você realmente gosta de fazer aquilo e se as outras pessoas vão comprar a sua ideia. Porque muitas vezes as pessoas gostam da ideia de empreender, mas a rotina é puxada e exige muito tempo, esforço e dedicação. E nem sempre esses sacrifícios são recompensados rapidamente. Onde Comprar Quase todas as bolsas estão no site: www.formassimples.com . E pra acompanhar o dia a dia, recomendo que sigam nossas redes sociais @formassimples e o facebook.com/formassimples


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