ARTIGIANI DEL FUTURO: OAZÔ

"Gosto de qualidade, durabilidade. Não gosto de descartar as coisas." TATIANA.


Buscamos sempre marcas autênticas que representem seu verdadeiro propósito e valores através do que produz e de como produz para apresentar aqui na série: Artigiani del futuro.

Hoje apresentamos a OAZÔ, uma marca de acessórios slow fashion que carrega em si valores que não se conformam às tendências e à velocidade atual da Moda.

Quem nos conta a trajetória da marca é sua própria criadora e designer, Tatiana Rybalowski, filha de pais europeus que cresceram em meio à Segunda Guerra Mundial, aprenderam e ensinaram de forma muito intensa o valor das coisas.

Esperamos que curtam a OAZÔ, muito mais que uma marca, é um propósito, uma inspiração.


Beijo, beijo...

Equipe Mastri


História

"Em 2011, uma ex aluna minha, à época coordenadora de estilo de uma grande marca de moda do Rio de Janeiro, me chamou para dar uma olhada no estoque, pois, por várias questões muito comuns a quase todas marcas de moda, havia muito material de excelente qualidade sem uso (planejamento inadequado e outras “particularidades” que ocorrem habitualmente nas empresas) e aquilo representava dinheiro. Ela me deu carta branca para pegar o que quisesse e criar, também, o que quisesse.

Como eu havia dado aula de Acessórios de Moda por muitos anos, e já pensara muitas vezes em produzir bolsas, resolvi produzir bolsas ao invés de vestuário. Peguei uns pedaços de couro e alguns aviamentos que me chamaram mais a atenção.

Ainda havia uma outra predileção e conhecimento: minha pesquisa de Mestrado tratava da inserção do artesanal no processo de confecção industrial, em como o fazer artesanal trazia diferenciação dentro de um mercado com tanta monotonia.

Desenvolvi duas bolsas (clutches) usando tecido e couro que foi cortado a laser, e, claro, incluí bordado manual. Modéstia à parte, as bolsas ficaram bacanas, e o pessoal da marca gostou. No entanto, o produto não se encaixava dentro do modelo de negócio da marca que trabalhava com volume e, consequentemente, com preços que um trabalho daqueles não conseguia chegar.


Mas a ideia ficou rodando na minha cabeça e percebi que aquela oportunidade não poderia ser desperdiçada. Eu poderia ter acesso a muitos estoques com excedentes não usados, pois conhecia muitas pessoas do mercado. E aquela forma de pensar ia em encontro ao que aprendera em casa desde pequena: o desperdício não é inteligente, não é chique.


Um propósito, então, ficou claro: eu tinha uma oportunidade de dar uma segunda chance a materiais que ainda estavam em excelente condição. Não geraria mais demanda, mesmo que em pequena escala.

E me veio à cabeça a lembrança de uma história que havia ouvido sobre um beija flor que tentava a todo custo apagar o incêndio na floresta. Ele ia e volta